quarta-feira, 28 de março de 2012

Como fazer uma resenha


Todo mundo que frequenta uma faculdade deve (ou devia) está acostumado a ler várias resenhas toda semana, mas afinal, o que é e o que precisamos saber para escrever um texto desse tipo?
Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.
O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.
Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.
No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.
Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha críticaresenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
  1. Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
  2. Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
  3. Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
  4. Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
  5. Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
  6. Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
  7. Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
  8. Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”
Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.
Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:
  1. Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
  2. Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
  3. Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
  4. Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
  5. Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.
As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.
Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!

Observação: esse texto foi copiado do website http://www.lendo.org

sábado, 24 de março de 2012

Diagrama de Atividades - QUESTÃO 2

QUESTÃO 2 - Construa um Diagrama de Atividades para o seguinte processo de negócio:

  1. A autorização do pagamento tem início após um pedido ter sido realizado pelo cliente. 
  2. Ao mesmo tempo, a disponibilidade para cada um dos itens do pedido é verificada pelo depósito. 
  3. Se a quantidade requisitada de um determinado item existe em estoque, tal quantidade é associada ao pedido, caso contrário, a quantidade do item será alterada (se houver em quantidade menor), se a quantidade em estoque for igual a zero, o item será excluído. 
  4. O pedido é enviado pelo depósito ao cliente quando todos os itens estiverem associados e o pagamento estiver autorizado. 
  5. O pedido será cancelado se a ordem de pagamento não tiver sido autorizada.

OBS. Pode facilitar a compreensão se utilizar a numeração do passo e o mesmo texto do fluxo.


RESPOSTA:





Diagrama de Atividades - QUESTÃO 1


QUESTÃO 1 - Leia interprete a descrição do caso de uso abaixo e complemente a sua especificação através de um Diagrama de Atividades:

Projeto: Controle de Cursos
Nome: Manter Aluno
Descrição: Este caso de uso permite a inclusão, exclusão, alteração e consulta de alunos, pela atendente
Ator: Atendente
Pré-condição: A atendente deverá estar devidamente identificada pelo sistema
Fluxo Principal:

1. A Atendente informa o código do aluno [A1]
2. A Atendente solicita a busca
3. O sistema pesquisa os dados do aluno
4. O sistema exibe os dados do aluno [A2]
5. A Atendente edita os dados do aluno [A3]
6. A Atendente solicita a gravação dos dados
7. O sistema valida os dados informados
8. O sistema grava os dados do aluno [A4]
9. Fim do caso de uso

Fluxos Alternativos:

A1. Novo Aluno
1. A Atendente solicita a inclusão de um novo aluno
2. O sistema solicita os dados do novo aluno
3. A Atendente informa os dados do aluno
4. Vai para o passo 6 do fluxo principal

A2. Aluno não encontrado
1. O sistema informa a situação à atendente
2. Vai para o passo 1 do Fluxo Principal

A3. Exclusão de Aluno
1. Atendente solicita exclusão do aluno
2. O sistema solicita confirmação da exclusão
3. [se confirmação positiva] Sistema exclui aluno
4. Vai para o passo 9 do fluxo principal

A4. Dados inválidos
1. Se algum dado do aluno estiver em desacordo com as regras de validações e restrições, o sistema informa situação à Atendente.
2. Vai para o passo 5 do fluxo principal

Pós-condições: Os dados são incluídos, alterados ou excluídos conforme solicitação do aluno

Restrições e Validações: 1. Nenhum campo poderá ser deixado em branco
2. O campo CPF deverá ser preenchido somente com números
3. O ano de nascimento deverá ser informado com 4 dígitos


Resposta:


Observem que usei raias. Poderia não ter usado, mas assim ficou bem mais explicado, permitindo que a atividade represente as atividades responsáveis do atendente e do sistema.

Boa sorte e bons estudos.
Fiquem com Deus.

Diagrama de Atividades - QUESTÃO 3


Questão 3 - Analise o Diagrama de Casos de Uso abaixo, referente a um módulo de matrícula e construa um Diagrama de Atividades para demonstrar modelagem dos processos do negócio.









Resposta:


Essa questão não passei para vocês, porque o tempo foi curto.

Bons estudos e fiquem com Deus.

Diagrama de Atividades - DESCRIÇÃO DE UMA REGRA DE NEGÓCIO

DESCRIÇÃO DE UMA REGRA DE NEGÓCIO


  1. A nota de um aluno em uma disciplina (um valor de 0 a 10) é obtida pela média de duas avaliações durante o semestre, A1 e A2, ou pela freqüência nas aulas.
  2. Se  o  aluno  obtiver  nota maior  ou  igual  a  7.0  (sete), será aprovado.
  3. Se o aluno obtiver nota maior ou  igual a 5.0  (cinco) e menor que 7.0 (sete), deverá fazer a avaliação final.
  4. Se  o  aluno  obtiver  nota  menor  que  5.0  (cinco)  será reprovado.
  5. Se o aluno obtiver uma freqüência menor que 75% em uma turma, será automaticamente reprovado.
  6. Após  a  prova  final,  o  aluno  será  considerado aprovado, se sua média  final  for maior ou  igual a 6.0 (seis), caso contrário, será reprovado.


EXEMPLO - MODELAGEM DA LÓGICA DE UMA REGRA DE NEGÓCIO








quinta-feira, 22 de março de 2012

Introdução a Sistemas de Informação

Pessoal, no mundo globalizado e digital que vivemos é de fundamental importância que o profissional de tecnologia tenha propriedade em escolher um sistema de informação, as tecnologias envolvidas, o tempo e sobretudo os custos e benefícios para uma ou mais demandas especificas.

Nesse sentido, temos direcionado o conteúdos das aulas estarmos aptos a atender a essas e outras indagações que eventualmente possam surgir.

Portanto, recomendo urgentemente que tenhamos mais impeto e fome para adentrar nesse mundo de cabeça. Assim, é preciso inicialmente compreender muito bem os conceitos que envolvem as organizações, as pessoas e a tecnologia destacando o conceito de dados, informação, conhecimento, o porquê as organizações precisam de sistemas de informação, a teoria geral e origem dos sistemas, classificação dos sistemas de informação.

Posteriormente, novos conhecimentos serão passados e cobrados para atingirmos nosso objetivo macro que é atender a crescente demanda do mundo digital e globalizado.

Abaixo segue material de estudo, disponível em  http://paginas.ucpel.tche.br


SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Atenção: conforme alertado na última aula, não se esqueçam de levar todo material possível sobre todo o conteúdo dado , bem como sobre os trabalhos e apresentações já solicitados.

Boa sorte. Fiquem com Deus.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Engenharia de Software II

Pessoal, veja o interessante texto sobre Reuso de Software publicado em 2007 no website http://www.newtonbragarosa.com.br.

REÚSO DE SOFTWARE GERA OTIMIZAÇÃO DOS RECURSOS


Patrícia KnebelOtimizar tempo e reduzir custos são as premissas que estão fazendo com que a estratégia de reutilização de software cresça no mundo e, aos poucos, ganhe força no Brasil. A lógica está em criar uma espécie de biblioteca com práticas e rotinas que possam ser repetidas em alguns estágios do desenvolvimento dos programas pelas fábricas de software e empresas em geral.
Para a professora da Faculdade de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) Ana Paula Terra Bacelo não é mais compatível com a realidade de hoje do mercado a prática de começar do zero todos os projetos. "As corporações precisam ter um processo de desenvolvimento que permita o reuso, a partir da criação de componentes genéricos e que possam ser usados em aplicações específicas", afirma.
A universidade irá sediar, em 2008, o Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (SBCCARS), que este ano está sendo realizado na Universidade de Campinas (Unicamp). A edição deste ano termina na sexta-feira. "Com esse evento, queremos disseminar o conceito de reutilização de software e avançar o estado da arte sobre desenvolvimento de componentes", afirma a coordenadora-geral do simpósio, Cecília Mary Fischer Rubira. Além disso, a idéia é estimular o contato da indústria com as áreas de engenharia de software, na busca por aplicabilidades e soluções que funcionem na prática.
A especialista da Pucrs explica que, para que seja possível a concepção de modelos que sigam esse conceito, devem ser criadas estruturas fixas nas quais os colaboradores possam consultar as bibliotecas e adaptar os sistemas para cada projeto. Entre os softwares nos quais o reuso vem sendo aplicado estão os de gestão e também os mais específicos, como para a área médica.
Essa estratégia, entretanto, ainda não é uma realidade no mercado brasileiro. "A diminuição do trabalho e da qualidade dos produtos é grande, porém, ainda não existe uma política de uso no País", observa. O contrário acontece nos países mais desenvolvidos, nos quais as exigências na manutenção dos índices de qualidade e produtividade perseguem os gestores.
A Digital Assets atua na implantação, com o conceito de reutilização de software dentro das empresas. São usados produtos e serviços para ajudar as áreas internas de Tecnologia da Informação (TI), de clientes como Embraer e Bank Boston, a usar esses processos no dia-a-dia.
Kleber Bacili, diretor de tecnologia, diz que soluções contribuem para a criação de repositórios através dos quais as companhias podem catalogar os procedimentos, rotinas e ferramentas usadas. "Trabalhamos muito com empresas cujo foco não é o desenvolvimento de software e, por isso mesmo, precisam otimizar o tempo", relata.
O presidente da Associação Sul-rio-grandense de Apoio ao Desenvolvimento de Software (Softsul), José António Antonioni, acredita que o mercado deverá demandar mais esse tipo de solução nos próximos anos, principalmente as fábricas de software. "Ao ter componentes previamente construídos, testados e validados, as empresas têm um menor esforço de desenvolvimento e reduzem custos", constata.
Segundo ele, entretanto, ainda existem questões tecnológicas que impedem que o reuso de software seja adotado em larga escala. Se um sistema estiver sendo construído usando a linguagem de programação Java, é mais complexo fazer uma reutilização se a continuação for através da .net. "Não é algo tão trivial, mas que, quando pode ser feita, traz inúmeras vantagens para as empresas", relata Antonioni. Soluções que ajudem na interoperabilidade dos sistemas, como Service Oriented Architecture (SOA) conseguem atenuar essa dificuldade entre as interfaces.
Fonte: Jornal do Comércio